Nesta odisseia de reavivar memorias antigas, já tinha partilhado convosco um resumo do meu [Sonho] que tinha caído no esquecimento.

Recentemente, decidi ler as 18 páginas que tinha escrito onde relatava o verão de Martim, um rapaz de 17 anos que, como todos os anos, regressa à casa dos avós largando a vida alucinante da cidade… mas, este verão não seria como todos os outros, este mudaria para sempre a sua vida!

Confesso que, durante este processo, descobri pequenos pormenores deliciosos que me fazem rir, rir e rir… sobretudo porque cada pedaço daquela história representa, em parte, uma parte de mim…

Por isso, decidi partilhar convosco uma passagem, deste meu mundo imaginário, que considero das mais divertidas! Espero que gostem.

– “ Bons olhos te vejam Martim!” – gracejou Sara

– “ É bom ver-vos, a todos, novamente… Já tinha saudades vossas”.

– “ E nós de ti” – anuiu Margarida!

– “ Deixemos de lamechiches e conta-lá aqui ao teu amigo como vão as meninas lá da cidade!” – disse Carlos …

– Não sejas parvo, Carlos!” – protestou Ana! “ Ele ainda hoje chegou! tens o verão todo para falar com ele sobre aquelas narizes enpinados da cidade”.

– “Deixa-o estar Ana. Ele acaba por se esquecer, como sempre…” brincou Martim.

– “ Isso era o que tu querias, homem da cidade… Não te safas!”

– “ Carlos!” Gritaram as três raparigas em uníssono.

– “ Que foi agora?”.

– “ Não achas que já chega?” perguntou Sara.

– “ Oh Carlos, não te preocupe que elas não querem nada com um rapaz da aldeia”

– “ Isso é o que tu pensas, homem da cidade, quando elas virem aqui este borrachinho que eu sou, não me resistem!

– “Convencido!” – protestou Ana.

– “ Diz lá amorzinho, sou bonito não sou?”

Estes eram os seus amigos, Carlos sempre no seu estilo altruísta, senhor do seu nariz. E as meninas sempre a protestar em relação ao seu feitio. Como Martim se sentia bem naquele ambiente, estava definitivamente em casa.

– “ Não. Não és! Até o Jorge do Ti Zé! É mais bonito do que tu” disparou Ana.

Carlos, permaneceu calado por instante, sem resposta para responder a Ana, ela podia comparar a toda a gente, mas agora o Jorge do Ti Zé? Aquele magricelas, com a cara cheia de acne, ainda para mais tinha-lhe roubado uma conquista. E assim ficou, sem resposta, Ana mostrou o seu sorriso triunfante.

– “Então Carlos, calaste-te?”. Provocou Martim!“Ainda a história da Catarina?”…

– “Cala-te!” e amuou…

E continua…