Todos nós crescemos e vivemos a alimentar os nossos sonhos, eu não fui diferente… Durante estes 30 anos de existência, alimentei três grandes metas a alcançar, ou melhor, sonhos para concretizar…

  • Ser Controlador de Tráfego Aéreo – missão cumprida!
  • Ver o Braga ser Campeão Nacional – uma utopia na realidade atual do futebol português, mas lá vamos tentando combater o sistema…
  • Escrever um livro.

Certamente que existem mais, mas… essas guardo-as para mim. E é sobre este ultimo ponto que irei falar. Confesso que, atualmente, tenho secretamente guardadas muitas páginas em vários ficheiros WORD, muitos inícios, várias histórias, mas nunca as materializei, nunca ganharam vida! Acho que nunca encontrei, ou melhor, idealizei a história certa que fosse capaz de me prender, de me conquistar, de me viciar e sobretudo, que me desse vontade de a partilhar… Por agora, é algo que deixou de ser um “sonho”, ou uma prioridade… nos dias de hoje é mais algo que gostaria de fazer mas que não sei se um dia virá a ser uma realidade…

Mesmo assim, decidi partilhar, neste espaço, o resumo de algo que, no início dos meus intes, pensei ser a ideal, mas que, afinal, não passou de mais uma estória, de muitas outras, que ficou pelo caminho. Este era o texto que teria escolhido para vincular na contra mapa do mesmo…

Era o inicio de mais um verão só que, ao contrário de todos os outros, Martim não sabia que este o ia marcar para todo o sempre… Passava todos os Verões na casa dos avós para fugir ao quotidiano doentio da cidade e, como sempre, o seu avô esperava-o no velho Mercedes que tantas histórias mutuas tinha para contar.

Certo dia, o sol ia alto, o calor abafante e com uma leve camisola de sede branca, caminhava junto ao mar… Podia viver na cidade mas era ali que se sentia em casa, ali, para ele tudo era perfeito… Em sentido oposto, ela caminhava, o seu cabelo encaracolado baloiçava graciosamente com o movimento do seu corpo e ao “sabor do vento”… Marta. Martim, apaixonou-se naquele instante. Com o passar dos dias, dos tempos, das longas conversas, tornaram-se inseparáveis… Começara ali, naquele verão, o grande amor da vida de cada um!

No final do verão, ele partiu, ela ficou… No ano seguinte, ele voltou e ela esperava-o… e tal como lhe tinha prometido, desta vez, Martim não se iria embora…