Há uns dias partilhei convosco a primeira parte de um texto que tinha escrito há uns anos… Hoje partilho a sua conclusão!

Gostava de vos relembrar que este texto, tal como o seu precedente, não será alvo de qualquer edição visto quer preservar a sua “inocência”.

“Um dia vais ser minha, só minha e de mais ninguém” balbuciou Ele entre soluços de choro… No dia seguinte tiveram a sua primeira grande discussão. Ele, ciumento, não suportou vê-la, na companhia de outro rapaz, temendo perdê-la para ele… Mais tarde, ele fez uma cena de ciúmes. Ela não gostou e pela primeira vez seguiram caminhos separados. Cabisbaixos, rumaram a casa afastados um do outro, com as lágrimas a jorrar pela face de ambos.

Não se falaram durante dias. Viam-se todos os dias na escola e não se falavam. Eram vizinhos e não se falavam. “Filho, passa-se alguma coisa entre ti e Ela? Questionou a mãe.

“Não”, respondeu ele. “Não me tentes enganar. Tu e Ela, andam sempre juntos e já há alguns dias que …”.

“Oh”, entristeceu e de olhos pregados no chão, seguiu, caminhando a passo lento rumo ao seu quarto. Por lá, permaneceu o resto do dia, isolando de tudo e todos. O brilho do dia estava prestes a ser substituído pela escuridão da noite, alguém batia na porta do seu refúgio.

“Filho, tens uma visita”.

“Não quero falar com ninguém. Seja quem for, que vá embora”.

“Anda lá”.

Levantou-se da cama, caminhou até a porta do quarto. Do lado de lá, a sua mãe esperava-o. “Anda comigo”. Desceram as escadas rumo a porta de entrada, a sua visita esperava-o do lado de lá. “Eu vou para cozinha” gracejou a mãe em jeito de despedida. 

Foi então que a viu…

De costas para Ele, o seu longo cabelo loiro baloiçava suavemente ao sabor do vento. Ela ouviu os seus passos e lentamente rodou o seu corpo… Num movimento suave ficou de frente-a-frente com ele… O sol ponha-se no horizonte, ele avistou-lhe a face iluminada pelos poucos raios de sol ainda existentes, onde sobressaiam as suas bochechas rosadas… Quando o viu, ela, graciosamente sorriu…

O seu coração, descontrolou-se… Batia e batia a um ritmo alucinante. Em silêncio, pensou para si: “És a mulher mais bonita que eu conheci em toda a minha vida e eu gosto muito de ti … “

Incapaz de se pronunciar o que quer que fosse, ele olhou-a nos olhos e naquele momento, não havia mais nada… Só ele e ela… E uma intensa troca de olhares, selou o reencontro…

“Olá” disse-lhe ela… “Desculpa, por tudo o que te disse naquele dia”, os olhos d’ Ela irradiavam um brilho sem igual, ofuscando todos os brilhos existentes naquele instante…

Em silêncio, pegou-lhe na mão, envolvendo-a na sua. “Eu estou completamente apaixonado por ti” disse para si mesmo.

Ele apertou-lhe a mão com toda a força, em sinal de perdão. Ela puxou-o para si. E ambos envolveram-se no longo e sentido abraço. As pazes foram feitas naquele instante…

Da janela, a mãe d’ Ele observava atentamente. O filho vivia o seu primeiro e único grande amor…